terça-feira, setembro 29, 2015

Calar

É pesado ainda
ser a mulher da sua vida.
O aperto da partida,
pimenta demais na comida.
Uma ilusão corroída,
vestígio de gozo que grita.
Amor e ódio,
corrida louca, fugitiva.
Nua na cama,
teu sexo não mais levita.
As línguas surdas
se calam perante a recaída.
Nossa estória,
foi dose desmedida
do início à despedida.
Guarda teu ego,
a raiva desorientada, não revida.
Afaga sozinha
a falta, as dúvidas, a carne rompida.
É amargo ainda
sentir esse ácido melancólico
na minha bebida.

segunda-feira, setembro 28, 2015

Sobre o olhar que não demora

A dor
do amor
é penhasco
navalha na carne
bala de aço:
atira o olhar para longe!

sexta-feira, setembro 25, 2015

Meto
fundo
mergulho
me (a)fundo
no seu
Mundo.