sexta-feira, julho 25, 2014

Talvez o amanhã

Eu queria ser
não mais que um groove pra você,
daqueles da parada de sucesso
que a gente repete cem vezes
sem ao menos perceber.

Ou então um filme
no vhs ou dvd, um tanto clichê,
que a gente guarda na estante
tira a poeira num domingo qualquer
e sente uma vontade (gritante) de rever.

Não obstante queria ser talvez tudo
confusão no quarto
um tiro no escuro
sujeito oculto do seu verbo
nó na garganta afogado no seu mundo.

Sabe quem no futuro
possa ser só sonho leve,
igual quando a gente rala o joelho
numa brincadeira tão breve,
carregando a cicatriz até a velhice
e que quando lembra
dá vontade de viver.

08 de julho.

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