sexta-feira, julho 25, 2014

Ebriedade dos Alquimistas

Oh Saudável vida boêmia
Tempo em que o corpo era leve
Pois só a Alma, carregada de Sentidos, fazia-se presente
Quando cada esquina era lar
Cada curva era vertigem
e cada derrapada um novo fôlego

Oh Pútrida vida sóbria
Cheia de rigidez, aspereza e angústia
Prendendo-nos às correntes, classes e falsa moral
Onde cada rosto era cinza
No Vai-vem de devaneios urbanos
E o cheiro de prazer em lugares imundos

Oh Desejável Morte Ébria
Que acalenta o corpo enfermo, e liberta a alma criativa
Que floresce o que há de mais vivo e humano
Onde se bebe com Satã, num eterno open-bar
Onde confabulam as melhores intenções
E se faz acreditar que é apenas um delírio.

Ornellas e Leonardo Samsa
29/01/2009

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