sábado, maio 03, 2014

Arrebatamento

Quando a gente pensa
Em quanto tempo faz
Vê que tudo foi mais
Que um lapso atroz

Veio como carne, como bicho
Saliva marcando meu corpo
Meu suor em você
Lascivo nosso jogo

Cama, sofá, chão
Ônibus, areia, colchão
Deixando o relógio depressa
E meus batimentos aos poucos

Tanta fuga
De mim, de nós, de tudo
Teu cheiro
Em mim, no quarto escuro
Teu beijo
Um apelo, tatuado no peito

Veio e ficou.
O pensamento inerte
As horas descompassadas
Vestígio de amor

Nada mudou.
Teu coração criança
E a minha paciência
De guardar
Anseios, gozo e apelos
E te cravar
Sob nosso sonho.

13/10 - 16h20

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