quinta-feira, junho 10, 2010

Monossilábica

A noite sempre chega
Dilacera, corre, desmente.
Entre um copo e outro,
Deixo-me jogar a mim mesma num pleno...
Vai-e-vem de estrada,
Posto abandonado na parada.

Chegam voz e ouvido.
Chegam cheiro e zumbido.
Chego eu, você, inesperado.

Assim corremos,
Na rua, no dia, no tempo.
Minha mão na sua, corrimão,
Tocando, contramão.

Amanhece suave,
Enfim, paramos.
Ela cansada, quer dormir,
Suspirar mais um ai.
E, sutilmente, vai, vai, vai.
Onde foi que nos deparamos?

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