sexta-feira, fevereiro 27, 2009

Memórias de um lobo

Após a noite de caça, os lobos dormem.
Mas eu não conseguir repousar no manto estendido
Na sala...
Aconteceram muitas ocasiões para que eu pudesse chegar
Aonde chegava.
E a maioria deles previamente pensadas
Exceto a última caça.
Exatamente por ter pensado,
Que tomou seus caminhos com as próprias pernas.
Lobos são assim mesmo... Gostam de serem pegos
Numa empreitada.
Não obstante, e agora?
Por obséquio, o que faço com essas garras ensangüentadas?
Com essa pelugem desarrumada?
Com esse gosto que ainda vive em minha boca?
Meu corpo pede vida e descanso
Implora por um acalanto
Geme por um orgasmo
Como, um lobo feito eu, pode unir
A criança e o adolescente?
Ela me cai solenemente sobre as mãos...
Lobos podem se extasiar pela noite
Mas, eles dormem sozinhos
Acabam-se, com toda sua fartura.
E eu quero tanto você, para ver o dia amanhecer...


21h52 – 19/02/09
Mãos fartas, coração vazio.

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