Domingo, Julho 24, 2011

Desencontro

De encontros e desencontros
a vida é feita.
E não diferente,
A cilada de ser exatamente como se é
Também nos pegou.

Arrastou de jeito,
Com prazer e incompletude.
Mas, de que vale a vida mesmo
Se não temos uma história de amor
Pra rememorar com amargura
E estancar a saudade no peito?

Esse é o critério mais complicado e perfeito
Que mede sem ser preciso
Os ruídos do nosso amor que não cessou,
Mas se desencontrou,
Numa vereda qualquer e sem sentido.

Estancou-se.
Sem dar mais tempo
Sem dar ouvidos
À beleza insustentável de ser:
Entregar-se.

Sábado, Julho 16, 2011

Mais do mesmo

o enredo permanece o mesmo,
lógico e desnaturado
indolente e apressado.

agora é tempo de ir
com malas cheias,
coração na mão.

e no mar,
prestes a me afogar,
carrego a incerteza insistente
que é amar.

17h05

Quinta-feira, Julho 14, 2011

Descanso

os segredos
quando revelados
fazem poesia
apagam a noite fria
esvaziam a casa.
silenciando,
recolhendo
os cacos.

21h39

Quarta-feira, Outubro 13, 2010

Num papel de pão

eu trato
de mim e dele
e penso quem sou
pra fazer valer
nosso amor barganhento
que não pede muita coisa
e não dorme no ponto

amor de calor
se refresca na saudade
e quando chega, invade
o sofá de casa e ventilador

chega mais
porque quem jaz
agora é a tristeza,
que andava por aqui
mas, fez o favor de partir

esse é o tipo de querer
que é de não contrariar
noite e alvorecer
manha e viver

nosso tempo é curto
o beijo é certo
e sem pedir eu faço
com você...
um trato.

Quarta-feira, Julho 07, 2010

a sensação do chêro, do aconchego é igual tomar coca com bastante gás ou tragar um cigarro bem forte: dá um nó na garganta...